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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um outro Rio de Janeiro é Possível - Aprendendo a Votar





Por Ralph Anzolin Lichote em 26 de dezembro de 2009.



“Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza”, parafraseando o dito popular o brasileiro lambuzou-se todo e elegeu CoLLor, quando teve a chance de votar pela primeira vez depois da Ditadura Militar.



Mas apesar da bancarrota da primeira viagem, o brasileiro está aprendendo rápido a lição de votar, depois de passar por Colônia, Monarquia, República Café com Leite, Ditadura de Vargas, era pós Vargas de democracia vigiada e Ditadura Militar, ou seja, foram quase 500 anos de escravidão, corrupção e sufrágio restrito, quase 500 anos sem voto direto e secreto, sem liberdade de expressão, sem os votosdos analfabetos, negros e mulheres, para enfim chegar ao atual Estado Democrático de Direito.



Certamente a crescente incorporação de grandes massas ao processo político eleitoral, ocorrido nos quase 20 anos da democracia pós-autoritarismo, esta sendo suficiente para impregnar na consciência popular a importância do direito ao voto, apesar de um grande grupo de eleitores ainda servirem de massa de manobra das chamadas “maquinas eleitorais”, comandada por algumas oligarquias e máfias, que dominam há décadas, setores da economia, grandes redes de assistencialismo e principalmente os meios de comunicação de massa (jornais, rádios e TVs). 



Mas a nossa inexperiente democracia esta avançando e já estamos colhendo seu frutos, o maior exemplo disto, é a eleição de um operário para a Presidência da República, fato inimaginável outrora e em outros regimes, avançamos ainda nos mecanismos de combate as práticas anti-democráticas, podemos citar o exemplo da cassação de um Presidente da República e de inúmeros parlamentares, prefeitos e governadores por corrupção e improbidade administrativa, o mesmo ocorrendo com próceres do Judiciário brasileiro, numa proporção provavelmente maior do que em outras democracias nas quais tais vícios vicejam em grande quantidade.



Ademais, essas práticas eleitorais antidemocráticas e antiéticas que trazem tanto descrédito político, são fenômenos mundiais, como evidenciam os sucessivos escândalos políticos ocorrentes em inúmeros países de todos os continentes. E no Brasil o caminho para o futuro desejado, ainda passa, a meu ver, por um acerto de contas com o passado.



Mas tudo faz parecer que essa recente democracia veio para ficar e o autoritarismo é uma página virada na História do Brasil, pois são notórias comprovações de solidez institucional e o respeito à legalidade democrática, apesar das sucessivas crises ético-políticas que temos vivenciado. Resta, contudo, um pedaço do nosso passado político que ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. 



Refiro-me novamente a manutenção dos padrões de protecionismo (como meios de comunicação - jornais, rádios e televisão - historicamente ligados a elite política) e uso da máquina pública par beneficiar candidatos ligados ao sistema nas eleições (principalmente nas cidades pequenas), esses vícios e intervencionismo estatal no processo eleitoral, gera “desorganização político-institucional”, e é responsável pela parca representatividade de nossos partidos e pelo baixo padrão das posturas e práticas adotadas por nossos políticos. 



Assim sendo apesar dos grande avanços, não é hora de congratulações. Pois nosso sistema político-institucional, cujos preceitos fundamentais foram sendo instaurados progressivamente desde a Proclamação da República até a Constituinte de 1988, apesar de estar no caminho certo, ainda precisa de alguns ajustes. 



Assim é chegada a hora de pensar no futuro, no tipo de País que queremos construir para nossos filhos e netos. De projetar, com a régua e o compasso da democracia, E de colocar mãos à obra para vencer a distância da teoria à prática, do sonho à realidade.


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